Foram seis anos Bizarros

No meio dos posts antigos, transferidos para o Sanktio Comix do Endominus, encontrava-se uma reflexão feita por altura da minha despedida do Bizarro, enquanto editor e autor.

Quando me “demiti” do cargo enviei uma carta aberta aos colaboradores explicando os motivos, o que serviu de base para o Pedro Mota realizar umas comparações no Jornal Notícias da Amadora entre o Bizarro e o projecto Aparte, do qual foi fundador e membro. Os links que eu tinha para os textos já não funcionam, pelo que não é possível ler na integras o seu conteúdo, mas existem duas citações que sobreviveram e continuam pertinentes.

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Foi Bizarro: O segundo episódio do Ver BD

Emitido em 2007 pela RTP2, programa televisivo Ver BD é um documentário em cinco episódios, sobre a banda desenhada portuguesa que começou recentemente a ser disponibilizado online.

O segundo episódio, onde se aborda a história da BD portuguesa dos anos 60 até à (então) actualidade, apresentou uma surpresa bizarra. Eu não tinha visto o programa a quando da sua emissão em 2007 e fiquei realmente surpreso pela fugaz aparição do Bizarro nº7. Para além de eu ficar surpreso sempre que trabalho meus surgem mencionados, os fanzines foi algo só mencionado ao de leve, e com pouco tempo de antena, até nas capas que foram mostradas.

Entre o Ser e o Parecer

Existem pessoas que não gostam da palavra fanzine e qualquer avaliação que fazem do conteúdo começa pelo facto de a publicação se assumir como fanzine ou revista, como se esse facto tivesse alguma relevância em Portugal, onde as revistas de BD que publicam autores nacionais são inexistentes. Um fanzine é uma forma de publicar, fora de um circuito supostamente comercial, não é um “género”, uma publicação não é boa ou má só por ser um fanzine. Eu percebo que para alguns um fanzine seja automaticamente conotado com uma determinada corrente de arte abjecta que tornou preponderante, neste género de publicações. Contudo um fanzine tanto pode com histórias autobiográficas ou com histórias de super-heróis, é uma maneira de publicar material não é um género.

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Tudo Muda Para Ficar Na Mesma

Ter reencontrado o Bizarro #02 (Novembro de 1977) foi a oportunidade para reencontrar 2 das minhas citações favoritas sobre a BD nacional:

“A Banda Desenhada não existe (isto é, não há público, nos últimos tempos nem sequer fanzines), pelo que os salões e festivais são um verdadeiro bluff, fenómenos artíficais sustentados por fundos camarários completamente desligados da realidade em que vivemos.” – Um Autor

“Por cá como sempre, fala-se de novas editoras, novas propostas (depois é o que se vê…) salões à porta com o Porto a entrar, fracassos, falhanços, apaganços (já ninguém liga tal é a habituação). ” – M.A.L.S

Entre 1997 e o presente o Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto desapareceu. Existem outros (eventos) que surgiram e desapareceram ainda mais depressa, e uns (poucos) que lá vão sobrevivendo.

É Preciso Divulgar?

“Aliás, continuo a estranhar o facto de muitas editoras ignorarem os pedidos que faço para me enviarem informação (capas, sinopses) para divulgação… Possivelmente, como estou ligado à BD há muitos anos, já deveria estar habituado…” – Pedro Cleto

Pequena adenda ao tópico da divulgação, existem aqueles que não dão muito relevo a essa questão, apesar de as vendas continuarem a cair…

Divulgação e Crítica

Chamem-lhe saudosismo mas tenho saudades das secções de BD dos jornais regionais que divulgavam a BD dum modo abrangente. Era uma maneira simples e prática de ir ficando a conhecer o que se ia fazendo a nível “profissional” e “amador”. Essas secções tinham muito pouco peso na venda de fanzines e similares, embora conseguissem ser mais relevantes que secções de jornais nacionais. Contudo para quem publicava (ou queria ser publicado) era uma boa maneira de ir ficando a conhecer o que se ia fazendo por esse Portugal fora e também no exterior.

Curiosamente hoje que a internet tornou a circulação de informação mais fácil, esta encontra-se mais dispersa do que à uma década ou duas.
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Pequenos Detalhes

“A Especiaria deve circular.” – Frank Herbert

A informação também devia circular, existia um slogan que dizia que a informação quer ser livre, contudo é complicado ela ter essa liberdade quando não é difundida. Os grandes meios de comunicação tem uma tendência para ignorar pequenos eventos, de limitar a informação que difundem ao que é mais popular, que vai vender mais. A internet veio permitir a existência de canais de divulgação alternativos, contudo não basta criar-se um canal para divulgar informação, é necessário que as pessoas tenham conhecimento da sua existência, caso contrário a informação fica limitada à audiência reduzida que é o circulo de amigos e conhecidos do autor.

Quando o objectivo é divulgar informação é necessário que também se tenha uma maneira de a receber, para podermos ser informados do que acontece e retransmitir essa informação, com conteúdo critico adicional ou não.

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